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Planeamento e Avaliação de Programas de Extensão

imagem https://blog.saraivaeducacao.com.br/extensao-universitaria/

Introdução 

O presente trabalho, visa relatar sobre o planeamento e avaliação em programas de extensão,

nota-se que todas as atividades de extensão exigem um planeamento cuidadoso para serem eficazes.

Nenhuma atividade de extensão é planeada isoladamente; cada demonstração, sessão pública ou exibição

de filme faz parte dum programa global de extensão, através do qual o agente de extensão e

os agricultores trabalham para o desenvolvimento agrícola da sua zona, também, abordam-se

vários princípios importantes que devem orientar o agente no planeamento e avaliação de

programas de extensão.

Objectivos 

Geral: 

  • Descrever o processo de planeamento e avaliação nos programas de extensão. 

Específicos:

  • Identificar as fases de planeamento e avaliação nos programas de extensão. 

  • Explicar como faz-se nos programas de extensão.

O planeamento e Avaliação de Programas de Extensão

Os Programas de Extensão

Um programa de extensão é um documento escrito que contém os quatro elementos seguintes: 

  • Os objetivos que o agente espera que sejam conseguidos na zona. num determinado

  • período de tempo. Este será muitas vezes de um ano, para permitir ao agente rever o
    programa no início de cada ano agrícola.

Todas as organizações ligadas ao desenvolvimento da agricultura têm os seus próprios procedimentos de planeamento, que podem variar muito. Em particular, podem ser diferentes quanto à medida em que os planos são feitos ao nível nacional e local. Quando se examina o planeamento de programas de extensão, podem-se distinguir duas formas diferentes.
O planeamento de baixo para cima
Os agricultores, com os seus agentes de extensão, fazem planos para o desenvolvimento da agricultura local na base das necessidades e do potencial local, e depois dirigem pedidos concretos de assistência às autoridades nacionais e regionais.
O planeamento de cima para baixo
Prevê-se que o agente apenas execute programas elaborados ao nível nacional. Pode ser-lhe, por exemplo, fixada uma meta com um número de hectares a semear com sementes melhoradas, ou um número de grupos de agricultores a criar. Segundo CARVALHO, A. (2015) Os programas de extensão de êxito devem incluir ambos os tipos de planeamento. As políticas e programas nacionais fornecem um enquadramento, no qual o agente planeia os seus programas locais, e definem prioridades que este deve seguir. Se for uma prioridade nacional aumentar a produção de culturas alimentares em vez de produtos pecuários, o agente atribuirá às primeiras altas prioridades no seu próprio programa. Os programas nacionais também disponibilizam verbas e fatores de produção para determinados tipos de atividades, o que influencia o agente nas suas decisões locais de planeamento. Mas o melhoramento da agricultura advém da Acão de agricultores com vontade, que procuram aumentar a sua produção e nível de vida. Assim, as necessidades locais fornecem a motivação para o desenvolvimento agrícola, e têm que ser tidas em conta no planeamento de programas locais de extensão. Mesmo nos casos em que a liberdade de decisão do agente é limitada por políticas e diretivas nacionais, deve de qualquer modo elaborar um programa que o permita cumprir estas diretivas na sua zona.

Ao planear o seu programa de extensão, portanto, o agente deve equilibrar as necessidades nacionais e locais. Por um lado, deve ter em conta os objetivos nacionais, mas por outro, deve também trabalhar com a população local para que o programa que surge seja seu, reflita as suas necessidades e aquilo que deseja que aconteça na zona e nas suas explorações agrícolas. Esta participação local no planeamento é uma parte importante do processo didático da extensão. Estimula uma análise cuidadosa dos problemas agrícolas, e ajuda a motivar e a criar autoconfiança no uso dos recursos locais para os abordar.

Em alguns países, os agentes trabalham com comissões locais formais, no planeamento dos programas. Como quer que seja que esta participação local se dá, o agente deve garantir que os que participam possam efetivamente representar as opiniões e interesses de todos os grupos da zona. As comissões muitas vezes contêm uma grande proporção de agricultores maiores e mais progressistas, e tendem, portanto, a promover programas que correspondem aos interesses desses grupos.

Fases no Planeamento de Programas de Extensão


Quaisquer que sejam os procedimentos específicos para o planeamento de programas que a organização de extensão tenha definido, podem-se distinguir cinco fases diferentes.

Analisar a situação atual.
Definir objetivos para o programa de extensão.

Elaborar o programa, especificando o que tem que ser feito para conseguir os objetivos, e depois elaborar um plano de trabalho.

Realizar o programa, pondo em prática o plano de trabalho. • Avaliar o programa e as suas realizações, como base para o planeamento de futuros programas. Isto depois leva a uma revisão da situação e ao planeamento dum novo programa, que deve partir das realizações e aprender com os fracassos do anterior.
As diferentes fases do planeamento de programas de extensão estão relacionadas entre si, e o planeamento nem sempre passa precisamente duma fase para a seguinte. Poderão, por exemplo, ser definidos objetivos provisórios durante a fase de análise da situação, mas que serão mais tarde alterados à medida que se conhecem novos factos e que uma análise mais profunda leva a um melhor conhecimento da situação. Os objetivos poderão ter que ser alterados ainda mais, à medida que surgem dificuldades imprevistas durante a realização do programa. Contudo, é útil que o agente conceba o planeamento de programas como incluindo estas cinco atividades, cada uma das quais irá ser considerada em mais pormenor, pois cada uma pode ser decomposta em atividades.
Análise da situação
Antes de se poder elaborar um programa de extensão, primeiro tem que se analisar a situação existente. Têm que ser compreendidos os problemas agrícolas e suas causas, e detetados os recursos naturais, humanos e outros da zona. Esta fase inclui três atividades.
Recolha de dados

O agente necessitará duma boa quantidade de informações, quanto à população da zona, os seus sistemas de exploração agrícola, os recursos naturais, e aquilo que existe à disposição para favorecer o desenvolvimento local. Segundo CARVALHO, A. (2015) O agente precisará de informações para poder ter uma boa compreensão da situação com que lida: por exemplo, sobre a estrutura social e a cultura local, sistemas de exemplo ração agrícola, níveis de escolaridade e alfabetização, tamanho das explorações agrícolas, canais de comunicação locais, transportes, sistemas locais de crédito, comercialização, níveis de saúde e nutrição, e culturas e criações pecuárias.

Estes dados podem ser recolhidos de várias fontes os relatórios sobre classificação dos solos e inquéritos sobre o uso dos mesmos, estudos sobre gestão de explorações agrícolas, inquéritos sociais, e os programas anteriores, podem todos fornecer muitas informações úteis de base. Se o agente tiver bons registos sobre as explorações agrícolas da sua zona, terá à sua disposição muitas das informações de que necessita. Pode também obter muitas das suas informações a partir de agricultores e dirigentes locais. Segundo DENIS, G.; JOUVELOT,, A. (2005) Nas sessões públicas, nas discussões de grupo e nos seus contactos individuais com agricultores, o agente deve escutar, fazer perguntas e gradualmente obter uma compreensão mais plena das características sociais, agrícolas e económicas da zona.

Os inquéritos sociais e económicos detalhados exigem questionários e análises estatísticas complexas, e é melhor que sejam investigadores profissionais a realizá-los. Mas questionários simples podem ser usados nesta recolha de dados, e é útil se a organização de extensão fornece uma lista padronizada de questões ou factos, para orientar o agente. Uma maneira em que os agricultores podem ser aproximados do processo de planeamento nesta fase inicial, é serem eles próprios a efetuar a recolha de alguns dados, utilizando questionários e listas de ações simples para. por exemplo, catalogar os recursos naturais da zona.
Análise dos dados


Os dados não falam por si, há que perguntar porque é que as coisas se passam como se passam. Se os agricultores indicam que os rendimentos têm baixado nos últimos anos, o agente deve procurar outras informações que possam indicar uma explicação. Será devido à falta de chuvas, à redução da fertilidade dos solos, ou a más sementes? O agente deve também separar os factos das opiniões e conjecturas. Poderá obter informações contrastantes de duas fontes diferentes, e deve julgar qual é a mais fidedigna.
Detecção de problemas e potencialidades
Nesta altura já deve ser possível decidir quais são os principais problemas que os agricultores da zona enfrentam, e que potencialidades existem para o melhoramento agrícola. E aqui que se tomam importantes os conhecimentos técnicos do agente. Os agricultores poderão saber quais são os seus problemas, mas o agente pode contribuir com a sua perceção dos problemas locais baseada numa compreensão mais científica da agricultura. Será capaz de explicar os problemas de maneira mais completa e de relaciona-los com processos a que nos agricultores podem não ter ideia que estão ligados. Devido à sua formação e experiência, terá também mais sugestões a fazer quanto aos modos em que os recursos da zona poderiam ser utilizados de mancira mais produtiva.

Ao longo de toda a análise de situação, o agente deve evitar quer confiar totalmente na sua perícia a interpretar factos e detetar problemas, quer deixar que sejam só os agricultores a definir as necessidades locais e possibilidades de mudança. Deve ser um esforço conjunto, em que os agentes e agricultores juntam as suas experiências e conheci mentos para atingir uma compreensão plena. Se os agricultores não participarem plenamente nestas actividades, o agente corre o risco de interpretar mal os dados, de perder tempo em análises e, quase certa mente, de não obter o pleno apoio dos agricultores para o programa.

Não é preciso fazer uma análise completa todos os anos. Na maior parte das situações, os dados essenciais quanto à zona e à sua população não irão mudar muito de um ano para o outro. Contudo, o agente deve rever as informações de base todos os anos, e decidir quais partes precisam de ser atualizadas.Definição de objetivos


Segundo DENIS, G.; JOUVELOT,, A. (2005) , Uma vez analisada a situação existente, podem ser tomadas decisões quanto as mudanças a efetuar através dum programa de extensão. As questões-chave são como é que os problemas locais vão ser resolvidos, e como é que as potencialidades locais vão ser realizadas. As soluções exigem a definição de objetivos claros e realistas, que devem ser definidos em três fases.
Procura de soluções. Ao procurar soluções para os problemas locais, o agente deve distinguir entre soluções técnicas, que implicam melhores fatores de produção ou alterações simples na prática agropecuária, e as soluções que implicam mudanças institucionais, tais como melhores sistemas de crédito e comercialização. Segundo CARVALHO, A. (2015) As soluções que implicam mudanças institucionais poderão cugiracçoes por parte de outros organismos, e a níveis mais altos. Apesar de que o agente deve certamente sugerir casas soluções aos responsáveis, poderá haver muito pouco que se pensa fazer local e isoladamente.


As fontes de ideias para o desenvolvimento das potencialidades locais incluem:

Conhecimentos técnicos do próprio agente
Agricultores e apentes doutras zonas que possam ter abordado problemas semelhantes com êxito.
A investigação aplicada, que experimenta novas ideias nas condições das explorações agrícolas.
As prioridades e diretivas nacionais;
Projetos que possam disponibilizar verbas para determinadas atividades.

Escolha de soluções
Ao selecionar dentre a gama de soluções e possíveis melhorias, o agente e os agricultores devem garantir que a soluções propostas são:
Aceitáveis para os agricultores da zona.

Tecnicamente válidas e experimentadas pela investigação e pela experiência noutros locais.

Conformes com a política nacional, e com as atividades locais doutros organismos.

Factíveis no âmbito do tempo e recursos que os agricultores e o serviço de extensão têm à disposição.

Compatíveis com o âmbito das capacidades e com a definição defunções do agente.

O agente poderá constatar que alguns problemas não têm nenhuma solução factível ou aceitável que possa ser posta em prática localmente no decorrer do período do programa de extensão. Poderão necessitar de legislação, de ações a outros níveis ou por parte de outros organismos, ou ainda nova investigação. O agente deve reduzir o efeito desses problemas quando for possível, e servir de canal de argumentação a favor de mudanças perante aqueles que têm o poder para efetuar essas alterações.

Especificação de objetivos

Nesta altura deve ser possível especificar quais serão os objetivos do programa de extensão. Mas como o tempo e os recursos poderão ser limitados, o agente deverá decidir quais objetivos têm prioridade sobre os outros. Ao fazê-lo, deve ter em conta as prioridades nacionais, e a dimensão e distribuição dos benefícios que advirão duma determinada utilização do tempo e dos recursos.

Sempre que possível, os objetivos devem ser expressos em termos de quantidades e números, e não como afirmações gerais. Criar dois grupos de criadores de vacas leiteiras, que irão partilhar novos equipamentos e comercializar a sua produção em conjunto, e aumentar a área cultivada com variedades melhoradas de arroz, de 25 para 50 hectares-, são objetivos mais úteis do que melhorar as técnicas de criação de vacas leiteiras- ou aumentar a utilização de sementes melhoradas de arroz Fornecem ao agente metas para as quais trabalhar, e um padrão relativamente ao qual se pode julgar da eficácia do programa no final do ano.

Os objetivos dum programa anual de extensão especificarão aquilo que deve ter sido atingido no final do programa Estas definições podem ser decompostas em passos intermédios a efetuar durante o ano, de modo a alcançar os objetivos programáticos Mais uma vez, o agente terá que fazer opções, escolhendo os passos mais apropriados dentre diversas possibilidades.

À medida que o agente decompõe cada objetivo programático em passos concretos, estará na prática a colaborar um calendário de actividades de extensão para o período do programa. Decidirá de que conhecimentos e capacidades é que os agricultores precisam: qual informação técnica adicional será preciso obter dos especialistas e investigadores; que métodos de extensão devem ser utilizados; e os recursos e apoios de que necessitará do seu organismo e de outros organismos.

Quando estiver completado o planeamento para os outros objetivos do programa, o agente pode juntar todos os planos num plano de trabalho global anual. Poderá constatar que não é de nenhuma maneira capaz de realizar tudo o que é exigido por todos os planos, de modo que alguns dos objetivos menos prioritários poderão ter que ser abandonados ou reduzidos. O plano anual de trabalho não especifica aquilo que o agente fará durante cada dia do ano, mas deve indicar quando é que cada atividade de extensão começa e acaba, e que recursos serão necessários para cada uma delas
Realização
Para realizar o programa, o agente efetua as atividades especificadas no plano de trabalho. Os seus planos de trabalho detalhados, mensais e semanais, terão em conta os progressos feitos e os problemas encontrados nos meses anteriores. Por exemplo, poderá ter que ser mudado o calendário de algumas atividades, ou terão que ser programadas mais demonstrações de métodos, se a participação dos agricultores exceder o número previsto. Um programa de extensão deve ser suficientemente flexível para permitir ao agente responder deste modo às circunstâncias.
Avaliação
Segundo DENIS, G.; JOUVELOT,, A. (2005) O agente estará constantemente a rever e avaliar os seus progressos durante o ano. No fim do ano, deve ser feita uma avaliação mais aprofundada, em que o agente especifica em que medida cada objetivo foi realizado, e as razões porque não se avançou quando se previa ter avançado. Esta avaliação, conjuntamente com uma análise atualizada da situação, fornece a base para o planeamento do programa do ano seguinte.
Avaliação De Programas De Extensão


A avaliação é o processo através do qual é calculada a eficácia da extensão. É mais do que simplesmente descobrir o que se passou; implica emitir um juízo sobre o que aconteceu.

O resultado do programa foi suficientemente bom?

Foi melhor ou pior do que se previa?

Poder-se-ia ter feito mais?

Os programas de extensão são avaliados para:

Definir, para a organização de extensão, qual foi o desempenho dos seus agentes, para que se possa avaliada a sua conformidade para promoção;


Prestar contas ao governo quanto ao facto dos dinheiros públicos estarem a ser utilizados com eficácia: e


Permitir ao agente aprender com o que se passou.

A avaliação é uma perda de tempo, a não ser que os seus resultados influenciem decisões futuras da extensão.

Uma maneira de abordar a avaliação é perguntar se os objetivos do programa foram alcançados. Este é um primeiro passo importante, e que é facilitado se o programa tinha objetivos claros e precisos. Se a resposta é não, então não existe nenhuma base real para melhorar nos programas futuros. E, portanto, importante perguntar porque é que as coisas se passaram como se passaram. Só quando essa pergunta tiver resposta é que o agente pode aprender com o passado. Os agentes devem, portanto, fazer perguntas quanto aos seguintes aspetos do programa.

Resultados: 

O que é que se passou como consequência do programa de extensão? Os resultados foram os esperados, ou houve resultados inesperados?
Recursos: Todos os recursos previstos estiveram à disposição? Se não, porquê?
Níveis de avaliação
Existem vários níveis de avaliação dos programas de extensão. Ao nível mais geral podem ser avaliados o efeito da extensão sobre a produção agrícola, e as receitas e níveis de vida das famílias. Um aumento no nível de vida das famílias é geralmente um objetivo final importante da extensão rural. Assim, é importante perguntar se houve algum aumento. A avaliação deste tipo implica medir a produção e as receitas da exploração agrícola dum número representativo de famílias rurais depois comparar esses números com os anteriores. As alterações evidenciadas por esses números são então relacionadas com a contribuição e atividades da extensivo durante o programa.

Contudo, a extensão não é o único facto que leva a um aumento de produção e de nível de vida: as alterações nos preços e na disponibilidade de fatores de produção são dois dos muitos fatores adicionais que afetam o nível de produção das culturas e da pecuária. Separar o efeito destes vários fatores é uma tarefa complexa, que é melhor que seja efetuada por pessoal especialista de investigação e avaliação. Não obstante, o agente deve estar consciente destas alterações económicas, e deve regularmente perguntar a si próprio até que ponto é que as suas atividades de extensão estão a contribuir par o bem-estar económico dos agricultores e das suas famílias. Deve também observar quem é que está a beneficiar da extensão. Por exemplo, os benefícios abrangem uma ampla fatia de todos os sectores da população rural, ou há um ou dois grupos mais beneficiados?


Um nível intermédio de avaliação é fornecido pelo próprio programa
Por último, o agente pode avaliar o nível de cada atividade de extensão. Todas as atividades de extensão, tais como demonstrações, palestras ou reunioes com grupos de agricultores, têm uma finalidade. Segundo DENIS, G.; JOUVELOT,, A. (2005). O agente deve procurar verificar, sempre que possível, não só até que ponto a atividade em si foi bem conduzida, mas também se a sua finalidade foi conseguida. Isto geralmente implica descobrir se a atividade de extensão levou a alguma alteração num ou mais dos seguintes aspetos:

Tomada de conhecimento duma determinada ideia, possibilidade ou problema.


Motivação para agir de determinada maneira.
Conhecimento de novas práticas agrícolas.
Capacidades necessárias para a adopção duma nova prática;


Comportamento dos agricultores e das suas famílias (tal como novos métodos de exploração agrícola), ou dum grupo de extensão (tais como candidatar-se à obtenção dos fundos necessários para a realização dum projecto de grupo, ou elaborar uns estatutos formais para o grupo).
A todos os níveis de avaliação, o agente precisa de recolher informações para comparar a situação após a atividade com a que existia antes. Terá já avaliado a situação anterior quando decidiu da necessidade duma determinada atividade de extensão. Por exemplo, ao planear uma demonstração de resultados, terá uma ideia de quantos agricultores na zona conhecem, estão interessados, ou já adotaram a prática que se pretende demonstrar, Contudo, poderá obter uma estimativa mais precisa se perguntar aos participantes na demonstração quanto é que já sabem da prática, e que experiência já têm dela. Fazendo uma estimativa semelhante após a demonstração, poderá recolher as informações de que necessita para efeitos de avaliação. Alguns efeitos podem ser avaliados muito antes de outros. Por exemplo, imediatamente após uma sessão pública, o agente pode falar com alguns membros do publico e verificar até que ponto compreenderam claramente aquilo que disse. Por outro lado, as mudanças de comportamento não se dão imediatamente, e o agente deve esperar antes de verificar se se deram.


Existem várias maneiras de recolher informações para avaliação ao nível de aldeia.
Relatórios do agente
Quer seja exigido ou não ao agente um relatório, por parte do seu oficial de extensão, este deve tirar alguns apontamentos sobre cada actividade, para seu próprio uso, centrando-se na sua própria condução da actividade e nos pontos a notar pars feitos de futuras acti vidades,
Supervisores
Não é fácil para um agente avaliar em que medida é que conduz bem uma atividade de extensão Em particular, através dos olhos dos agricultores presentes. Assim, é útil ouvir comentários construtivos dum supervisor ou colega.
Discussão
A discussão informal com os agricultores após a atividade de extensão revelará a sua reação imediata. Muitas vezes é útil gravar essas discussões com um gravador, para mais tarde fazer uma transcrição e uma análise mais cuidadosa
Questionários
Podem usar-se listas de verificação e questionários simples quando o agente tem o tempo e a possibilidade de realizar uma avaliação mais formal das atividades de extensão. Por exemplo, antes duma demonstração de resultados duma sementeira precoce, o agente pode preparar uma lista de quatro ou cinco factos importantes que os agricultores devem saber após terem participado. Fazendo perguntas a uma amostra de agricultores, antes e depois da demonstração, o agente pode afedir do seu efeito sobre os conhecimentos dos agricultores.
Observação
No que diz respeito às mudanças de práticas de cultivo, a observação constitui uma fonte de informações precisas. O agente pode ver se os seus conselhos estão ou não estão a ser adotados no exemplo rações agrícolas da zona.
Conclusão
Concluindo o trabalho observou-se que planeamento é um momento de reflexão sobre as melhores alternativas de ação em um dado contexto. É necessário descobrir as melhores alternativas, avaliar suas consequências, convencer todos os envolvidos de sua importância e viabilidade e possuir capacidade técnica e operacional de executá-las da melhor maneira possível. Muitas organizações de extensão têm os seus próprios procedimentos formais de avaliação. Nalguns deles, o agente elabora um plano detalhado de trabalho cada mês, num formulário padronizado, indicando aquilo que prevê fazer em cada dia do mês, e como é que estas atividades se inserem no seu programa anual de extensão. O plano de trabalho é depois usado como base de avaliação no fim do mês. Fez tudo o que tinha planeado fazer? Deparou-se-lhe algum problema que deva ser tido em conta de futuro? Estou ou não atrasado em termos dos progressos realizados com vistas ao cumprimento dos objetivos do seu programa anual de extensão? Este procedimento poderá ser combinado com uma reunião mensal de agentes dum determinado distrito, onde se discutem os progressos e os problemas de cada zona. Porém, quaisquer que sejam os procedimentos formais numa dada organização, o agente deve encarar a avaliação como uma atitude mental. Deve criar uma prontidão para perguntar o que é que se passou, porque, e como é que pode ser feito melhor no futuro. Desta maneira, continuará a aprender e melhorar o seu trabalho de extensivo.


Referencias Bibliográficas

CARVALHO, A. Planeamento e Extensão Agraria. 1, n. 15, p. 74–91, 2015.

DENIS, G.; JOUVELOT, P. Extensão Agraria Rural [S.l.], 2005.p. 462–465.

DETERDING, S. et al. Guião de extensão agraria[S.l.], 2011. p. 9–15.

DOMÍNGUEZ, A. et al. Agricultura como base de desenvolvimento. 2011. p. 13-20.

DONDLINGER, M. J. Elementos Agrícolas. v. 4, n. 1, p. 21–31, 2007.

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