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Raízes e Tubérculos (Mandioca, Batata Reno, Batata Doce)

 Introdução

No presente trabalho falaremos de Tubérculos: Identificar raiz e tubérculos Origem e distribuição

Importância socio económica e sua distribuição Descrição botânica Variedades mais cultivadas

Exigências ecológicas, Preparação do solo Controle de pragas e doenças Sementeira Colheita. O

cultivo de hortaliças em pequena escala é geralmente uma atividade múltipla de produção agrícola,

exercida com pouco uso de tecnologia e sem orientação profissional, obtendo-se baixos índices de

produtividade e a baixa qualidade dos produtos. A cultura dos tubérculos é um exemplo dessa

situação pois, ao longo do tempo, tem sido cultivada de forma empírica pelas famílias rurais, em

conjunto com diversas outras culturas, visando a alimentação da família, principalmente na

primeira refeição diária, utilizado na forma de raízes cozidas, assadas ou fritas.

Objetivos

Geral:

• Explicar sobre Raízes e tubérculos.

Específicos:

• Identificar cada tubérculo.

• Descrever o sistema de cultivo de cada tubérculo.

Identificar Raiz e Tuberculos

Raiz

A raiz é o órgão da planta que normalmente se encontra abaixo da superfície do solo. Tem duas

funções principais: servir como meio de fixação ao solo e com órgão absorvente de água,

compostos nitrogenados e outras substâncias minerais como potássio e fósforo (matéria bruta ou

inorgânica). Quase sempre subterrânea. Há, no entanto, plantas dotadas de raízes especiais, como

as figueiras com as suas raízes aéreas, e as plantas epífitas.

Tubérculos

Tubérculo se refere ao caule arredondado que algumas plantas verdes desenvolvem abaixo da

superfície do solo como órgãos de reserva de energia (em geral amido e inulina). O exemplo mais

conhecido é a batata – inglesa.

São usados pelas plantas para sobreviver ao inverno ou meses mais secos, fornecendo energia e

nutrientes durante a próxima estação de crescimento. Além disso servem como um meio de

reprodução assexuada. Possui pequenas folhas escamosas e gemas minúsculas conhecidas com

“olhos”. Esses “olhos” brotam, dando origem a novas plantas , que retiram seu alimento do

tubérculo, até que as próprias raízes e folhas se formem.


Origens

A batata-doce, (Ipomoea batatas L. (Lam.)) é originária das Américas Central e do Sul, sendo

encontrada desde a Península de Yucatam, no México, até a Colômbia. Relatos de seu uso

remontam de mais de dez mil anos, com base em análise de batatas secas encontradas em cavernas

localizadas no vale de Chilca Canyon, no Peru e em evidências contidas em escritos arqueológicos

encontrados na região ocupada pelos Maias, na América Central É uma espécie dicotiledônea

pertencente à família botânica Convolvulacae, que agrupa aproximadamente 50 gêneros e mais de

1000 espécies, sendo que dentre elas, somente a batata-doce tem cultivo de expressão econômica.

A espécie Ipomoea aquatica também é cultivada como alimento, principalmente na Malásia e na

China, sendo as folhas e brotos consumidos como hortaliça.

A planta possui caule herbáceo de hábito prostrado, com ramificações de tamanho, cor e pilosidade

variáveis; folhas largas, com formato, cor e recortes variáveis; pecíolo longo; flores hermafroditas

mas de fecundação cruzada, devido à sua autoincompatibilidade; frutos do tipo cápsula deiscente

com duas, três ou quatro sementes com 6mm de diâmetro e cor castanho-clara. Da fertilização da

flor à deiscência do fruto transcorrem seis semanas (EDMOND; AMMERMAN, 1971).

Importância Socio Económica E Sua Distribuição

A batata-doce é um dos cultivos mais democráticos do Moçambique, pois cerca de 24% da

população produzem a cultura para sua subsistência e também para comercialização. Essa cultura

é produzida em pequena e larga escala nas mais diferentes regiões edafoclimáticas do país e com

graus de tecnologia também bastante diversificados. A produtividade média da cultura no país é

de cerca de 15 toneladas por hectare, mas varia de 0,3 a mais de 48 t/ha dependendo do nível

tecnológico utilizado. Grande parte da popularidade da cultura advém de suas boas características

agronômicas, além da grande versatilidade nos usos culinários.

Carboidratos são os nutrientes disponíveis em maior quantidade em batata-doce, variando de 80 a

90% do total de matéria seca que pode variar de 13 a 48%. Recentemente, a cultura atingiu grande

popularidade na mídia em função de ser considerada um alimento saudável. Esse fato ocorre

principalmente pela presença de vários componentes nutracêuticos, tais como: fibras, vitamina A,

vitamina C e antocianinas. Além disso, a batata-doce apresenta um baixo índice glicêmico.

A batata-doce é capaz de produzir sementes botânicas, porém estas raramente são observadas no

campo, uma vez que as raízes geralmente são colhidas antes do florescimento da planta. Dessa

forma, a propagação da cultura é realizada comercialmente de maneira vegetativa via corte e

transplantio de ramas de 30 a 50 cm. Esse aspecto facilita muito o plantio da cultura, mas ao mesmo

tempo incrementa a quantidade de pragas e doenças transmitidas de uma lavoura antiga para uma

lavoura nova. Outro impacto negativo do transplantio constante de ramas ao invés de sementes

botânicas é a diminuição da variabilidade genética, o que em médio e longo prazo pode

comprometer a diversidade da cultura aumentando, assim, riscos de epidemias de pragas e

doenças. Para minimizar esses problemas, países como Estados Unidos, Peru e Uruguai têm

programas nacionais ou estaduais de melhoramento genético que frequentemente lançam novas

cultivares.


Descrição Botanica

A batata, Solanum tuberosum, ou mais precisamente a batateira é uma planta de porte arbustivo

(pequeno), de ciclo anual, de flores brancas ou arroxeadas, conforme a variedade, localizam-se

nas extremidades mais altas da planta e que distingue também se a batata (tubérculo ) é “branca”

ou “vermelha”. Da sua base desenvolvem-se vários prolongamentos chamados de estolões e em

cujas extremidades se formam os tubérculos que serviram de base para o crescimento de novas

plantas.

Variedades mais cultivada

Inhame (Dioscorea spp.), batata-doce (Ipomoea natatas (L.) Lam.) e Mandioca e Babata Rena

são culturas produtoras de tubérculos e raízes de países tropicais e subtropicais. São culturas

rústicas, muito cultivadas e consumidas pelos agricultores de baixo poder aquisitivo. O inhame é

cultivado no mundo inteiro, porém, é de especial importância em países de clima tropical e

subtropical (Santos, 1996). No mundo, ocupa uma área de 3.183 mil hectares, com uma produção

de 32.899 mil toneladas de tubérculos. No ranking mundial, o continente africano se apresenta em

primeiro lugar em área plantada e em produção de tubérculos com 3.053 mil hectares e 31.605 mil

toneladas, respectivamente. Nesse continente, a Nigéria é o maior produtor, com 69,37% e 73,60%

da área plantada e produção, respectivamente.(FAO, 1997).

Exigências Ecológicas

O clima desempenha um papel muito importante na produção da batata. As culturas mais

produtivas são encontradas nas regiões ou estações em que prevalecem temperaturas baixas.

Nas áreas batateiras, mesmo em grande parte das serranas, apresentam médias mensais superiores

a 21 oC durante o verão. A batata é cultivada nas meias estações: de primavera (das águas) e de

outono (da seca) ou inverno. Nesta é normalmente feita com irrigação suplementar.

As geadas que ocorrem nas regiões frias durante o inverno são, porém, limitantes para a cultura da

batata. As ramas da planta são destruídas quando atingida a temperatura de congelamento.

A condição de baixa temperatura é particularmente importante para a cultura da batata para

semente. Sob essas condições os sintomas de mosaico são muito distintos, permitindo aos

agricultores realizar efetivamente o "roguing" (remoção das plantas afetadas). No entanto, quando

a temperatura média é de 25 oC ou mais, as plantas infectadas com mosaico não podem ser

reconhecidas e portanto não removidas, permitindo a propagação da moléstia. A batata-sementes

produzidas em tais áreas darão alta porcentagem de plantas com mosaico quando utilizadas em

culturas comerciais.

Com relação ao fator umidade a batata mostra-se bem mais tolerante. A planta vegeta bem desde

que em condições de moderada deficiência hídrica. Por outro lado, a vegetação da batata parece

ser pouco influenciada pela umidade atmosférica a não ser indiretamente. O suprimento de água

no solo, entretanto precisa ser facilmente disponível para permitir o crescimento uniforme e

estável. Um suprimento desigual de água pode causar embonecamento nos tubérculos, que

deprecia o produto.

Na presença de moléstias de fungo da folhagem, a umidade atmosférica assume grande

importância. Ela favorece a incidência de sérias enfermidades coma a requeima (Phytiphthora

infestans) e pinta preta (Alternaria solanum). A requeima, moléstia da maior importância

econômica é favorescida pela associação de alta umidade e baixa temperatura.

No Estado de São Paulo as condições de umidade e temperatura nas áreas climaticamente aptas à

planta, normalmente, favorecem a elevada incidência de moléstias de fungo, o que obriga as

freqüentes aplicações de fungicidas.

Preparação do Solo

O preparo do solo depende não só das suas características, mas também do tipo de colheita que se

pretende adotar. Geralmente, consiste no preparo inicial com arações seguidas de gradagem ou

subsolagem, seguidas de outra aração e gradagem, ou apenas escarificação, com antecedência de

um a dois meses. Na época do plantio, normalmente, é realizado o preparo secundário, com a

finalidade de nivelar e destorroar a camada mais superficial do solo para facilitar a implantação e

o desenvolvimento inicial das plantas, podendo ser realizadas operações com grades e enxada

rotativa.

No preparo inicial, a subsolagem, que objetiva a descompactação do solo em camadas abaixo de

30 cm, somente é recomendada quando a camada compactada impede o fluxo de água ou o sistema

radicular das plantas, pois este processo utiliza grande gasto de energia e requer mais operações

complementares, já que a superfície do solo fica bastante irregular. A aração visa à

descompactação de camadas até 30 cm e promove a incorporação de restos culturais, corretivos e

plantas daninhas, podendo ser utilizados arados de aivecas ou de discos. A escarificação também

promove descompactação até a profundidade de 30 cm, porém mantendo parte da cobertura

vegetal existente e movimentando menos o solo.

O preparo secundário deve ser realizado o mais próximo possível do plantio, nivelando a superfície

do solo, eliminando plantas invasoras e tornando o leito adequado ao estabelecimento da lavoura.

Normalmente são utilizadas grades de discos ou de dentes; estas são mais sujeitas ao acúmulo de

palha (embuchamento), mas possuem a vantagem de desagregar menos o solo. As enxadas

rotativas são bastante empregadas em áreas pequenas e possibilitam várias regulagens quanto ao

tamanho dos torrões.

Com o aumento da colheita mecanizada em solos mais argilosos, tem-se utilizado enxada rotativa

para diminuir a ocorrência de torrões que podem ser recolhidos juntamente com os tubérculos, o

que aumenta a perda de solo e os custos de transporte e lavagem da batata colhida. Nessas áreas,

alguns produtores têm utilizado a enxada rotativa, inclusive antes da semeadura da cultura

precedente (normalmente uma gramínea), visando à redução da ocorrência de torrões na colheita

da cultura da batata subsequente. No entanto, ressalta-se que o número de operações e a

mobilização do solo devem ser os menores possíveis para não haver compactação das regiões mais

profundas do solo ou pulverização excessiva da camada superficial, o que pode aumentar o risco

de erosão.

Controle de pragas e doenças 

Pragas

Mosca-minadora

O controle químico de adultos e larvas pode ser realizado com inseticidas de diferentes grupos

químicos registrados (Agrofit, 2015). Não há nível limiar de dano, devendo-se realizar as

aplicações assim que for constatada a presença da praga nas lavouras. Após a colheita, o agricultor

deve incorporar os restos culturais, pois estes abrigam pupas e larvas da mosca-minadora, servindo

de fonte para a manutenção do inseto. Devido à pequena duração do ciclo biológico e à intensidade

de aplicações de inseticidas, deve-se optar sempre por rotacionar aqueles com modos de ação

diferentes, evitando assim a seleção de insetos resistentes. Por outro lado, deve-se optar também

por inseticidas seletivos aos inimigos naturais.

Lagarta-rosca

Pode-se realizar o controle químico com a aplicação de inseticidas registrados (Agrofit, 2015)...

Doenças

Podridão-mole e canela-preta

Embora seja difícil o seu controle por meio de resistência genética, sabe-se que as cultivares variam

em relação à severidade de sintomas para ambas as doenças. Nenhuma cultivar é considerada

resistente, embora a variação na suscetibilidade relativa seja percebida.

Definição

Para melhor controle das doenças e pragas da batata, o sistema mais adequado, tanto do ponto de

vista econômico como ambiental, é o controle integrado, que procura preservar o meio ambiente.

Nele, procura-se reduzir a necessidade do uso de agrotóxicos, sem negligenciar, entretanto, o seu

valor em caso de as condições de cultivo serem muito favoráveis às doenças. Quando necessários,

esses agrotóxicos devem ser usados com os cuidados essenciais à preservação da saúde do

aplicador e do consumidor, bem como do meio ambiente, além de não onerar os custos

de produção. Para a produção de batata orgânica, as medidas alternativas ao controle químico

devem ser reforçadas, com ênfase no controle cultural preventivo, como a seguir:

Sementeira

Sementeira é a acção e o efeito de semear (atirar e espalhar sementes na terra preparada para esse

fim, ou fazer algo que dará frutos). O termo “sementeira” também se utiliza para fazer referência

à época do ano em que se semeia e à terra semeada.

Colheita

Dá-se o nome de colheita ao acto de colher/apanhas os frutos que oferece a terra, geralmente

obtidos através de cultivos. O termo também faz referência à época em que é realizada essa apanha,

aos produtos apanhados e ao conjunto dos frutos.

A ideia de colheita alude ao trabalho rural que implica a apanha de frutos, hortaliças, sementes ou

outros produtos que são aproveitados pelo homem como alimento ou de outro modo. A colheita,

que pode ser realizada de forma manual ou com ajuda de maquinaria, é levada a cabo quando estes

produtos alcançaram a sua maturidade. A colheita costuma incluir outras tarefas para além da

apanha, como a limpeza dos frutos, a organização, o armazenamento ou o acondicionamento destes

para que possam ser enviados para os lugares de venda.

De costume, os donos dos campos analisam qual é o melhor momento do ano para plantar e qual

é o período propício para vindimar/apanhar/colher, com atenção às particularidades do clima para

optimizar a produtividade a qualidade. Porém, há factores imprevisíveis (como inundações, secas,

geadas, etc.) que podem incidir nas colheitas.

Colheita, por último, é aquilo que se consegue como consequência das suas acções ou do destino:

“A colheita de troféus do jogador de ténis não se fica por aqui: já venceu três torneios apenas este

ano”, “Durante muitos anos estudei e trabalhei sem parar, agora é hora de desfrutar da colheita”.

Batata Rena

A batata reno (Solanum tuberosum L) é uma cultura importante para a alimentação e serve como

fonte de receitas para população moçambicana. Esta cultura é produzida em nove províncias de

Moçambique.


Variedades

Existem várias variedades utilizadas pelos produtores. As predominantes são Rosita, Rosetta,

Hollanda, Ammesthyst, Diamante e Semoc, das quais apresentam diversos nomes locais de

acordos a povoados descrevendo o aspecto externo do tubérculo e ou a sua proveniência. Estas

variedades se encontram degeneradas.


Método de Propagação

A batata é uma cultura que se propaga, em geral, por meio de tubérculos semente. O tamanho de

tubérculo semente recomendado para a produção comercial, varia de 30 a 55 mm de diâmetro.

Caso o produtor decidir fazer a sementeira usando a semente produzida a partir do campo para

batata consumo, é recomendado seleccionar plantas sadias, vigorosa com bom aspecto vegetativo

e fazer uma colheita separada do resto da cultura num processo chamada selecção positiva.


Requisitos Climáticos E Do Solo

A cultura de batata cresce bem em áreas com solos profundos e bem drenados e temperaturas

frescas As melhores produções de batata têm sido observadas em regiões de temperaturas de 15

°C a 20 °C durante a estação de crescimento. A cultura da batata requer temperaturas amenas para

que ocorra tuberização abundante, que garanta boa produtividade aliada à qualidade de tubérculos.

A batata pode ser cultivada em solos que ofereçam condições para o adequado crescimento do

sistema radicular e dos tubérculos. O sistema radicular da planta da batata é relativamente delicado

e raso, podendo desenvolver-se até 1,0 m de profundidade; porém, com maior concentração na

camada de 0 a 30 cm.

Seleção Do Local

Plantar batata em um local onde tomate, beringela, tabaco ou outras culturas pertencentes à mesma

família que a batata não foram plantadas durante as quatro epocas anteriores. Isso ajuda a reduzir

a propagação de doenças e pragas transmitidas pelo solo.

Preparação do Solo

Prepare a terra bem e cedo o suficiente antes do tempo de plantio esperado. O preparo de solo

consiste na mobilização mecânica da camada arável, promovendo o seu rompimento em torrões

de tamanho adequado e a incorporação de materiais vegetais encontrados na superfície do solo. O

preparo de solo pode ser decisivo para a produtividade da cultura de batata, uma vez que esta

apresenta elevado grau de sensibilidade as condições de solo, do plantio até a colheita.

Sementeira

O procedimento de sementeira depende das condições do local e podem ser adaptados aos recursos

existentes. Para promover a emergência uniforme e o rápido desenvolvimento da cultura, bem

como facilitar os tratos culturais, são desejáveis as seguintes condições: Utilização de linhas rectas

e paralelas, profundidade de plantio uniforme, distribuição dos tubérculos equidistantes dentro das

linhas. Os tubérculos devem ser depositados em solos húmidos e não encharcados; os tubérculos

não devem ser semeados em contacto directo com os fertilizantes; os brotos dos tubérculos pré-

germinados não devem ser danificados.

Consociação

A cultura de batata reno é uma cultura que é sensível a sombreamento e para atingir grandes

produtividades não se aconselha fazer a consociação. Contudo, pode-se fazer o cultivo em faixas

com outras culturas embora ainda não existem estudos relatando o melhor arranjo espacial.

Rotação de cultura

A rotação de cultura é uma prática muito importante para a cultura de batata. Pratique pelo menos

um programa de rotação de 3 anos para permitir o cultivo de batata de forma sustentável e garantir

a redução da acumulação de doenças. Culturas como milho, mapira, couves, trigo e feijão que não

tem as mesmas doenças e pragas podem ser usadas. Evitar semear a batata num local com historial de plantio de culturas da família solenaceas como por exemplo tomate, tabaco

beringelas.


Adubação

Abatata Reno é uma cultura que responde a adubação ou seja os rendimentos são altos em culturas

adubadas. Um adequado maneio de cultura pode atingir produtividade que variam de 30 a 50 t/ha

Para calcular a quantidade de adubo a aplicar é necessário que se faça uma análise química do solo.

Use apenas fertilizantes recomendados. Na impossibilidade de fazer uma análise química do solo

pode-se aplicar 400- 1000Kg/ha de compostos (12-24-12) e 200 a 400kg /ha de Ureia (46%) ou

nitrato de cálcio e amónio (CAN) na taxa de 400 kg / ha. O composto deve ser aplicado no covacho

de sementeira misturado com um pouco de solo para evitar o contacto do fertilizante com tubérculo

semente.

Rega

As culturas que crescem durante o inverno requerem irrigação. Isso pode ser feito através de

irrigação por sulco, aspersão ou gotejamento. A batata é uma das culturas mais exigentes em água

deve ser irrigada para um óptimo crescimento e desenvolvimento das plantas. Apesar da

deficiência ser um factor limitante para a obtenção de altas produtividades, o excesso de água é

prejudicial, visto reduzir a aeração do solo, aumentar a lixiviação de nutrientes e aumentar a

intensidade de problemas fitossanitário Teste simples para ver a humidade da agua no solo consiste

em tirar uma amostra de solo na zona radicular e apertar na mão e fazer as seguintes observações:

(a) se o solo se espalhar quando abrir a mão, significa que a humidade do solo não é suficiente para

o desenvolvimento da cultura. (b) se a água sair para fora quando você aperta o solo é uma

indicação de excesso de água no solo.

Maneio Integrado de Infestantes, Pragas e Doenças

Maneio de Infestantes

A cultura de batata reno não deve sofrer interferência directa ou indirecta de infestantes para

garantia da sua qualidade e produtividade. Em geral, é na primeira metade do ciclo vegetativo que

ocorre os efeitos mais adversos das infestantes à cultura, reduzindo significativamente a

produção. Assim, é necessário manter livre de infestantes nos primeiros 30 a 50 dias, época em

que normalmente se faz amontoa. No controle das infestantes destacam o método cultural que

inclui a rotação de culturas, espaçamento, o plantio adequado e o maneio das áreas após a colheita

de modo que as plantas não produzam novas sementes e se proliferem.

Colheita

A batata deve ser colhida quando as hastes estiverem completamente secas e com os tubérculos

com a película firme, sem desprender-se, o que ocorre 10 a 14 dias após a morte da parte aérea da

planta. Isto ocorre do 100 aos 120 dias depois sementeira dependendo da variedade. Para ter uma

batata de qualidade e melhor colher nas manhas. Evitar colher depois duma chuva forte.

Mandioca


Importância Econômica

A mandioca é cultivada em todas as regiões do moçambique assumindo destacada importância na

alimentação humana e animal, além de ser utilizada como matéria-prima em inúmeros produtos

industriais. Tem ainda papel importante na geração de emprego e de renda, notadamente nas áreas

Regiões do país. Considerando-se a fase de produção primária e o processamento de farinha. A

produção de mandioca que é transformada em farinha.

Clima

Originária de região tropical, a mandioca encontra condições favoráveis para o seu

desenvolvimento em todos os climas tropicais e subtropicais. É cultivada na faixa compreendida

entre 30 graus de latitudes Norte e Sul, embora a concentração de plantio da mandioca esteja entre

as latitudes 20oN e 20oS. Suporta altitudes que variam desde o nível do mar até cerca de 2.300

metros, admitindo-se que as regiões baixas ou com altitude de até 600 a 800 metros são as mais

favoráveis.

Solos

Na escolha da área para o plantio de mandioca deverão ser consideradas as condições de clima e

solo favoráveis ao cultivo. Com relação à topografia, deve-se buscar terrenos planos ou levemente

ondulados, com uma declividade máxima de 5%. Deve-se também utilizar práticas

conservacionistas do solo, evitando perdas acentuadas do solo e da água por erosão.

Como o principal produto da mandioca são as raízes, ela necessita de solos profundos e friáveis

(soltos), sendo ideais os solos arenosos ou de textura média, por possibilitarem um fácil

crescimento das raízes, pela boa drenagem e pela facilidade de colheita. Os solos argilosos são

indesejáveis por serem mais compactos que os de textura média, dificultam o crescimento das

raízes e apresentam um maior risco de encharcamento, provocando o apodrecimento das raízes,

além de que nestes solos verifica-se uma maior dificuldade na colheita, principalmente se ela

coincide com a época seca. Os terrenos de baixada, com topografia plana e sujeitos a

encharcamentos periódicos, são também inadequados para o cultivo da mandioca, por provocarem

um pequeno desenvolvimento das plantas e o apodrecimento das raízes. É importante observar o

solo em profundidade, pois a presença de uma camada compactada ou de impedimento

imediatamente abaixo da camada arável pode limitar bastante o crescimento das raízes, além de

prejudicar a drenagem e a aeração do solo.

Preparo do solo

Além do controle de plantas daninhas, o preparo do solo visa melhorar as suas condições físicas

para a brotação das manivas, crescimento das raízes e das partes vegetativas, pelo aumento da

aeração e infiltração de água e redução da resistência do solo ao crescimento radicular. O preparo

do solo adequado permite o uso mais eficiente da calagem, adubação e de outras práticas

agronômicas.

Se for necessário desmatamento e destoca mecanizada para a instalação do mandiocal, deve-se

evitar muita movimentação da camada superficial o que desestrutura o solo e remove a matéria

orgânica. Em ambos os casos, deve-se deixar faixas de vegetação natural, bem como efetuar o

enleiramento em nível (“cortando” as águas) dos restos vegetais que não apresentem valor

econômico.

O preparo do solo deve ser o mínimo possível, apenas o suficiente para a instalação da cultura e

para o bom desenvolvimento do sistema radicular, segundo as curvas de nível do terreno. A aração

quando recomendada, em solos com camada de impedimento, deve chegar no máximo até 30 cm

de profundidade seguida de duas gradagens em sentido cruzado, deixando-se o solo bem

destorroado para ser sulcado e plantado. Para os plantios em fileiras duplas, deve-se preparar o

solo apenas nas linhas duplas de plantio. No caso de pequenos produtores, o preparo do solo

manual restringe-se à limpeza da área, coveamento e plantio.

Adubação e Calagem

A mandioca é uma cultura que absorve grandes quantidades de nutrientes e praticamente exporta

tudo o que foi absorvido, as raízes tuberosas são destinadas à produção de farinha, fécula e

outros produtos, bem como para a alimentação humana e animal; a parte aérea (manivas e folhas),

para novos plantios, alimentação humana e animal. Em média, para uma produção de 25 toneladas

de raízes + parte aérea de mandioca/ha são extraídos 123 kg de N, 27 kg de P, 146 kg de K, 46 kg

de Ca e 20 kg de Mg;

Conservação do Solo

Dois aspectos devem ser considerados na conservação do solo em mandioca: 1) ela protege pouco

o solo contra a erosão, principalmente no início do ciclo, pois o crescimento inicial é lento e o

espaçamento é amplo, dificultando a cobertura do solo e 2) ela é esgotante do solo, pois exporta

quase tudo que produz (raízes,folhas e manivas) para produção de farinhas, e como sementes para

novos plantios.

A análise do solo deve ser feita para orientar a correção da acidez e a adubação de acordo com as

recomendações para a cultura, o que permitirá o melhor e mais rápido desenvolvimento das

plantas, cobrindo mais rapidamente o solo.

Plantio

Época de plantio

A época de plantio adequada é importante para a produção da mandioca, principalmente pela sua

relação com a presença de umidade no solo, necessária para brotação das manivas e enraizamento.

A falta de umidade durante os primeiros meses após o plantio pode ocasionar sérias perdas na

brotação e na produção, enquanto que o excesso, em solos mal drenados, favorece a podridão de

raízes. A escolha adequada da época de plantio, portanto, também proporciona diminuição da

incidência de pragas e doenças e da competição de ervas daninhas.

O plantio é normalmente feito no início da estação chuvosa, quando a umidade e o calor tornam-

se elementos essenciais para a brotação e enraizamento.

Espaçamento e plantio

Plantio direto, semeadura, transplante, espaçamento.

O espaçamento no cultivo da mandioca depende da fertilidade do solo, do porte da variedade, do

objetivo da produção (raízes ou ramas), dos tratos culturais e do tipo de colheita (manual ou

mecanizada).

De maneira geral, recomenda-se os espaçamentos de 1,00 x 1,00 m, em fileiras simples, e 2,00 x

0,60 x 0,60 m, em fileiras duplas. Em solos mais férteis deve-se aumentar a distância entre fileiras

simples para 1,20m. Em plantios destinados à produção de ramas para ração animal recomenda-se

um espaçamento mais estreito, com 0,80 m entre linhas e 0,50 m entre plantas. Quando a colheita

for mecanizada, a distância entre as linhas deve ser de 1,20m, para facilitar o movimento da

colhedeira. Se o mandiocal for capinado com equipamento motomecanizado, deve-se adotar

espaçamento mais largo entre as linhas, para facilitar a circulação das máquinas. Para permitir a

realização de capinas mecanizadas, a distância entre fileiras duplas deve ser de 2,00 m, no caso do

uso de microtratores, ou de 3,00 m, para uso de tratores maiores. Nos pequenos cultivos, capinados

à enxada, deve-se usar espaçamento mais estreito, para que a cultura cubra mais rapidamente o

solo e dificulte o desenvolvimento das ervas daninhas.

O sistema de plantio em fileiras duplas oferece as seguintes vantagens: a) aumenta a produtividade;

b) facilita a mecanização; c) facilita a consorciação; d) reduz o consumo de manivas e de adubos;

e) permite a rotação de culturas na mesma área, pela alternância das fileiras; f) reduz a pressão de

cultivo sobre o solo; e g) facilita a inspeção fitossanitária e a aplicação de defensivos.

Irrigação

A mandioca é uma cultura que apresenta boa tolerância à seca ou à falta de água no solo, quando

comparada com outras culturas. Por essa razão, praticamente não existem resultados de pesquisa

sobre irrigação nessa cultura. No entanto, sabe-se que o suprimento adequado de água para a

mandioca é essencial e crítico nas fases de enraizamento e tuberização, que vão do primeiro ao

quinto mês após o plantio.

Doenças

A podridão radicular é um dos fatores limitantes da produção de mandioca em algumas áreas da

Região Norte. Entre os agentes causadores da podridão radicular destacam-se, como mais

importantes, Phytophthora spp, Pythium scleroteichum e Fusarium solani, não somente pela

abrangência geográfica, mas principalmente por ocasionarem severas perdas na produção.

Entretanto, outros agentes causais como Diplodia sp, Scytalidium lignicola sp e Botriodiplodia sp

e Colletotrichum gloeosporioides podem, em muitas áreas favorecidas por um microclima, tornar-

se patógenos potencialmente prejudiciais à cultura.

Bacteriose

A bacteriose, causada por Xanthomonas campestris pv. Manihotis, é uma das principais doenças

da mandioca em várias regiões regiões do País. No Estado do Pará, devido a pequena variação de

temperatura diurna e noturna, as condições ambientais são desfavoráveis para que a doença se

manifeste de forma severa, ocorrendo de maneira restrita na forma de manchas angulares nas

folhas.

Superalongamento

O superalongamento, causado por Sphaceloma manihoticola, é uma das doenças de origem fúngica

mais importantes da cultura da mandioca. A sua ocorrência foi constada pela primeira

vez em 1977, na Região Norte, em lavouras implantadas nos Estados do Amazonas e Pará.

Atualmente, a doença encontra-se sob controle, não constituindo problema para a mandioca.

Virose

Existem três tipos de doenças viróticas na mandioca (mosaico das nervuras, couro de sapo e

mosaico comum) que podem influenciar indiretamente na redução da produtividade da cultura.

Pragas

Mandarová

O mandarová, Erinnys ello é É uma das pragas de maior importância para a cultura da mandioca,

não somente por sua ampla distribuição geográfica, como também devido à sua alta capacidade de

consumo foliar, especialmente nos últimos ínstares larvais. A lagarta pode causar severo

desfolhamento, o qual, durante os primeiros meses de cultivo, pode reduzir o rendimento e até

mesmo, ocasionar a morte de plantas jovens.

Ácaros

Os ácaros são as pragas mais severas que atacam a cultura da mandioca, sendo encontradas em

grande número na face inferior das folhas, freqüentemente durante a estação seca do ano, podendo

causar danos consideráveis, principalmente nas regiões Nordeste e Centro-Oeste. Alimentam-se

penetrando o estilete no tecido foliar succionando a seiva das plantas.

Formigas

Podem desfolhar rapidamente as plantas quando ocorrem em altas populações e/ou não

controladas. Fazem um corte semi-circular na folha, podendo também atingir as gemas quando os

ataques são severos. Os formigueiros podem ser distinguidos facilmente no campo, pelos

montículos de terra que são formados em volta do orifício de entrada. Em geral os ataques ocorrem

durante os primeiros meses de desenvolvimento da cultura. Sabe-se que a acumulação de

carboidratos nas raízes depende da atividade fotossintética que ocorre no sistema foliar e, assim,

qualquer distúrbio nessa parte da planta pode prejudicar a quantidade de substâncias amiláceas

elaboradas.

Colheita

O início da colheita da mandioca depende de fatores como:

• Ciclo das cultivares (precoces - 10-12 meses; semi-precoces – 14-16 meses;

e tardias-18-20 meses);

• Ocorrências observadas ao longo do ciclo de cada cultivar ou de cada gleba,

como é o caso do ataque de pragas ou doenças que podem antecipar ou

retardar a colheita;

• Condições em que se encontram as diferentes áreas de mandioca na ocasião

da colheita, como o grau de infestação de plantas daninhas e a recuperação

das plantas, por exemplo, do ataque de mandarovás e/ou de ácaros, já tendo

ocorrido a reposição do amido consumido na reconstituição da parte aérea

danificada;

• Sistema de plantio em relação às condições de umidade do solo, desde

quando nas culturas instaladas em covas ou camalhões, as raízes de reserva

se desenvolvem mais superficialmente em relação ao nível do solo, o que

não acontece quando o plantio em sulcos;

Conclusão

Com este trabalho pudemos concluir que o tubérculo e uma raiz e também alimenta ou uma raiz

que pode servir de alimento para os seres vivos na terra e que também existem vários tipas de

tubérculos quanto a forma quanto a resistência... exemplo de alguns tubérculos: batata rena, batata

doce, Mandioca.

Referencias bibliográficas

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Crantz). In: EPAMIG (Belo Horizonte, MG). Projeto Mandioca; Relatório 76/79. Belo

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3. ALCANTARA, E.N. de; SOUZA, I.F.D. Herbicidas na cultura da mandioca (Manihot

esculenta) In: EPAMIG (Belo Horizonte, MG). Projeto Mandioca; Relatório 76/79. Belo

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4. CARDOSO, C. E. L.; SOUZA, J. da S. Aspectos econômicos da cultura da mandioca.

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5. https://www.embrapa.br

6. https://pt.m.wikipedia.org

7. https:// francisco.com.br

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